Letra: Maria Manuel Cid
Musica: Fado Triplicado
Fui dali, da minha terra
À Feira de Salvaterra
Comprar um cavalo baio
Tem a pele muito fina
Tem muito sedosa a crina
E palheta como um raio
Fui depois a Vila Franca
Para ver como ela arranca
À cabeça da manada
E no Colete Encarnado
Com ele à frente do gado
Não houve rés tresmalhada
À Chamusca fui um dia
Para que o Mestre Zé Maria
O levasse a tourear
E quinta-feira de Espiga
Sem tentar nenhuma briga
Foi uma tarde de pasmar
Certo dia de manhã
Fui à feira da Golegã
Como era o meu desejo
E tive a prova final
Que o meu Baio era afinal
O melhor do Ribatejo
21 de julho de 2006
24 de maio de 2006
Disse-te adeus
Letra: Manuela de Freitas
Música: Frederico de Brito (Fados dos Sonhos)
Disse-te adeus não me lembro
Em que dia de Setembro
Só sei que era madrugada
A rua estava deserta
E até a lua discreta
Fingiu que não deu por nada
Sorrimos à despedida
Como quem sabe que a vida
É nome que a morte tem
Nunca mais nos encontrámos
E nunca mais perguntámos
Um p'lo outro a ninguém
Que memória ou que saudade
Contará toda a verdade
Do que não fomos capazes
Por saudade ou por memória
Eu só sei contar a história
Da falta que tu me fazes
Música: Frederico de Brito (Fados dos Sonhos)
Disse-te adeus não me lembro
Em que dia de Setembro
Só sei que era madrugada
A rua estava deserta
E até a lua discreta
Fingiu que não deu por nada
Sorrimos à despedida
Como quem sabe que a vida
É nome que a morte tem
Nunca mais nos encontrámos
E nunca mais perguntámos
Um p'lo outro a ninguém
Que memória ou que saudade
Contará toda a verdade
Do que não fomos capazes
Por saudade ou por memória
Eu só sei contar a história
Da falta que tu me fazes
Velho fado corrido
Letra: ?
Fado: ?
Velho fado corrido
Se foste dos mais bairristas
Porque é que te mostras esquecido
Na garganta dos fadistas
Contou-me um velho amigo
Como o fado era tratado
Tinha graça o fado antigo
Da forma que era cantado
Um ramo de loiro à porta
Indicava uma taberna
À noite era uma lanterna
Com sua luz quase morta
E como ao fado tudo importa
Foi sempre da taberna amigo
Do infeliz ao mendigo
Da desgraça e da miséria
Também tinha gente séria
Contou-me um velho amigo
Sobre os cascos da vinhaça
Deitada de forma bizarra
Estava sempre uma guitarra
Para servir de negaça
E um canjirão da murraça
De tosco barro vidrado
Andava sempre colado
Aos copos pelo balcão
E era assim nesta função
Que o fado era cantado
Se aparecia um tocador
Às vezes até zaranza
Pedia ao tasqueiro a banza
Para mostrar seu valor
Logo havia um cantador
Que num tom de certo perigo
Provocava o inimigo
No cantar à desgarrada
Até às vezes com lambada
Tinha graça o fado antigo
Todos prestavam sentido
Quando alguém cantava o fado
O tocar era arrastado
E o estilo dava a garganta
Pouco tempo decorrido
Cheia a taberna se via
Para escutar a cantoria
Ao som do fado corrido
Escutei com atenção
Um cantador do passado
E a sua linda canção
Prendeu-me para sempre ao fado
Por muito que se disser
O fado é canção bairrista
Não é fadista quem quer
Mas sim quem nasceu fadista
Fado: ?
Velho fado corrido
Se foste dos mais bairristas
Porque é que te mostras esquecido
Na garganta dos fadistas
Contou-me um velho amigo
Como o fado era tratado
Tinha graça o fado antigo
Da forma que era cantado
Um ramo de loiro à porta
Indicava uma taberna
À noite era uma lanterna
Com sua luz quase morta
E como ao fado tudo importa
Foi sempre da taberna amigo
Do infeliz ao mendigo
Da desgraça e da miséria
Também tinha gente séria
Contou-me um velho amigo
Sobre os cascos da vinhaça
Deitada de forma bizarra
Estava sempre uma guitarra
Para servir de negaça
E um canjirão da murraça
De tosco barro vidrado
Andava sempre colado
Aos copos pelo balcão
E era assim nesta função
Que o fado era cantado
Se aparecia um tocador
Às vezes até zaranza
Pedia ao tasqueiro a banza
Para mostrar seu valor
Logo havia um cantador
Que num tom de certo perigo
Provocava o inimigo
No cantar à desgarrada
Até às vezes com lambada
Tinha graça o fado antigo
Todos prestavam sentido
Quando alguém cantava o fado
O tocar era arrastado
E o estilo dava a garganta
Pouco tempo decorrido
Cheia a taberna se via
Para escutar a cantoria
Ao som do fado corrido
Escutei com atenção
Um cantador do passado
E a sua linda canção
Prendeu-me para sempre ao fado
Por muito que se disser
O fado é canção bairrista
Não é fadista quem quer
Mas sim quem nasceu fadista
3 de fevereiro de 2006
Carmencita
Fado: ?
Letra: Frederico de Brito (ajuda da Rita)
Chamava-se Carmencita
A cigana mais bonita
Do que um sonho, uma visão
Diziam que era a cigana
Mais linda da caravana
Mas não tinha coração
Os afagos e carinhos
Perdeu-os pelos caminhos
Sem nunca os ter conhecido
Anda buscando a aventura
Como quem anda à procura
De um grão de areia perdido
Numa noite de luar
Ouviram o galopar
De dois cavalos fugindo
Carmencita, linda graça
Renegando a sua raça
Foi atrás de um sonho lindo
Com esta canção magoada
Se envolve no pó da estrada
Quando passa a caravana
Carmencita, Carmencita
Se não fosses tão bonita
Serias sempre cigana
Letra: Frederico de Brito (ajuda da Rita)
Chamava-se Carmencita
A cigana mais bonita
Do que um sonho, uma visão
Diziam que era a cigana
Mais linda da caravana
Mas não tinha coração
Os afagos e carinhos
Perdeu-os pelos caminhos
Sem nunca os ter conhecido
Anda buscando a aventura
Como quem anda à procura
De um grão de areia perdido
Numa noite de luar
Ouviram o galopar
De dois cavalos fugindo
Carmencita, linda graça
Renegando a sua raça
Foi atrás de um sonho lindo
Com esta canção magoada
Se envolve no pó da estrada
Quando passa a caravana
Carmencita, Carmencita
Se não fosses tão bonita
Serias sempre cigana
3 de janeiro de 2006
Blog do dia: Fadinhos
Mui honrado me senti ao saber que o nosso humilde Blog da Tradição tinha sido nomeado Blog do dia: Fadinhos...
Espero desta maneira ter mais visitantes ávidos de contribuírem com as letras que conhecem.
Relembro que as letras devem ser enviadas para manuel_marcal@hotmail.com e de preferência com o nome do poeta e do fado onde o poema é cantado…
Fico à espera desse chuva de mails.
Marçal
Espero desta maneira ter mais visitantes ávidos de contribuírem com as letras que conhecem.
Relembro que as letras devem ser enviadas para manuel_marcal@hotmail.com e de preferência com o nome do poeta e do fado onde o poema é cantado…
Fico à espera desse chuva de mails.
Marçal
Não é desgraça ser pobre
Letra e música Norberto Araújo
Fado menor do porto
Não é desgraça ser pobre,
Não é desgraça ser louca:
Desgraça é trazer o fado
No coração e na boca.
Nesta vida desvairada,
Ser feliz é coisa pouca.
Se as loucas não sentem nada,
Não é desgraça ser louca.
Ao nascer trouxe uma estrela;
Nela o destino traçado.
Não foi desgraça trazê-la:
Desgraça é trazer o fado.
Desgraça é andar a gente
Se tanto cantar, já rouca,
E o fado, teimosamente,
No coração e na boca.
Fado menor do porto
Não é desgraça ser pobre,
Não é desgraça ser louca:
Desgraça é trazer o fado
No coração e na boca.
Nesta vida desvairada,
Ser feliz é coisa pouca.
Se as loucas não sentem nada,
Não é desgraça ser louca.
Ao nascer trouxe uma estrela;
Nela o destino traçado.
Não foi desgraça trazê-la:
Desgraça é trazer o fado.
Desgraça é andar a gente
Se tanto cantar, já rouca,
E o fado, teimosamente,
No coração e na boca.
29 de dezembro de 2005
Memórias de um Chapéu
Letra: Aldina Duarte
Fado: Cunha e Silva
Quisera então saber toda a verdade
De um chapéu na rua entrado
Trazendo a esse dia uma Saudade
Algum segredo antigo e apagado
Sentado junto a porta desse encontro
Ficando sem saber a quem falar
Parado sem saber qual era o ponto
Em que devia então eu começar
Parada na varanda estava ela a meditar
Quem sabe se na chuva, no sol, no vento ou no mar
E eu, ali parado, perdido a delirar
Se aquela beleza era meu segredo a desvendar
Porém, apagou-se a incerteza
Eram traços de beleza
os seus olhos a brilhar
E vendo que outro olhar em frente havia
Só não via quem não queria
Da paixão ouvir falar
Um dia, entre a memória e o esquecimento
Colhi aquele chapéu envelhecido
Soltei o pó antigo entregue ao vento
Lembrando aquele sorriso prometido
As abas tinham vincos mal traçados
Marcados pelas penas ressequidas
As curvas eram restos enfeitados
De um corte de paixões então vividas
Parada na varanda estava ela a meditar
Quem sabe se na chuva, no sol, no vento ou no mar
E eu, ali parado, perdido a delirar
Se aquela beleza era meu segredo a desvendar
Porém, apagou-se a incerteza
Eram traços de beleza
os seus olhos a brilhar
E vendo que outro olhar em frente havia
Só não via quem não queria
Da paixão ouvir falar
Fado: Cunha e Silva
Quisera então saber toda a verdade
De um chapéu na rua entrado
Trazendo a esse dia uma Saudade
Algum segredo antigo e apagado
Sentado junto a porta desse encontro
Ficando sem saber a quem falar
Parado sem saber qual era o ponto
Em que devia então eu começar
Parada na varanda estava ela a meditar
Quem sabe se na chuva, no sol, no vento ou no mar
E eu, ali parado, perdido a delirar
Se aquela beleza era meu segredo a desvendar
Porém, apagou-se a incerteza
Eram traços de beleza
os seus olhos a brilhar
E vendo que outro olhar em frente havia
Só não via quem não queria
Da paixão ouvir falar
Um dia, entre a memória e o esquecimento
Colhi aquele chapéu envelhecido
Soltei o pó antigo entregue ao vento
Lembrando aquele sorriso prometido
As abas tinham vincos mal traçados
Marcados pelas penas ressequidas
As curvas eram restos enfeitados
De um corte de paixões então vividas
Parada na varanda estava ela a meditar
Quem sabe se na chuva, no sol, no vento ou no mar
E eu, ali parado, perdido a delirar
Se aquela beleza era meu segredo a desvendar
Porém, apagou-se a incerteza
Eram traços de beleza
os seus olhos a brilhar
E vendo que outro olhar em frente havia
Só não via quem não queria
Da paixão ouvir falar
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